Desde 1999, a Arbo Plásticos fabrica tanques sépticos como fossas e filtros anaeróbios em polietileno em diversos tamanhos, seguindo as indicações das normas NBR 7229 e 13969.
• Princípio de funcionamento
Sistema Fossa Séptica - Filtro Anaeróbio – Sumidouro
O sistema de tratamento de esgoto sanitário é constituído por uma Fossa Séptica, seguida de Filtro Anaeróbio e Sumidouro, também chamada de fossa negra ou poço morto. É um dos mais simples, porém eficiente, sistema de tratamento de esgoto doméstico previsto nas Normas NBR 7229 e 13969, indicado para residências ou instalações localizadas em áreas não providas de rede de coleta.
O sistema apresenta baixo investimento, requer pouco espaço para instalação e baixo custo de manutenção.
No Brasil, infelizmente, por falta de uma fiscalização mais eficaz, a maioria das residências, principalmente as de renda mais baixa, não possuem sequer este sistema, lançando os despejos sanitários diretamente em valas a céu aberto ou em galerias de águas pluviais, contribuindo para aumento da carga poluidora no meio ambiente e, ainda pior, favorecendo a disseminação de doenças.
Inúmeras outras residências, tentando ludibriar a fiscalização, ou mesmo por falta de conhecimento e orientação, instalam fossas mais baratas, normalmente encontradas em lojas de material de construção, que são tubos ou manilhas de concreto de baixa qualidade, cujas dimensões estão muito aquém das indicadas pelas Normas Técnicas adotadas no Brasil como mínimas e suficientes para se atingir uma determinada eficiência de tratamento.
As Fossas Sépticas Arbo, assim como outros produtos da linha, são dimensionadas com base nas Normas NBR 7229 e 13969, apresentando níveis de eficiência dentro das faixas indicadas nestas mesmas normas, comprovados através de testes laboratoriais.
• Fossa Séptica A Fossa Séptica, ou Tanque Séptico, é a primeira parte de um sistema de tratamento local de tratamento de esgoto. O esgoto proveniente da casa escoa para dentro da fossa através do tubo de entrada. A tubulação até a fossa não deve ter nenhum ponto baixo, onde o líquido possa permanecer. Indica-se uma inclinação de 1% a 2% para essa tubulação.
Dentro da fossa, os sólidos separam-se dos líquidos e lá permanecem. O efluente da fossa é dirigido para o próximo estágio de tratamento ou despejo, neste caso, o Filtro Anaeróbio.
A fossa em polietileno Arbo é totalmente impermeável, de tal forma que se 10 litros de esgoto entram devido a uma descarga de um vaso sanitário, 10 litros de efluente processado devem sair da fossa.
Bactérias que não necessitam de oxigênio (ar), chamadas de anaeróbias, se multiplicam naturalmente no meio líquido. Sua atividade consome parte da matéria orgânica introduzida no sistema e gera subprodutos como metano, gás sulfídrico e outros resíduos (lodo). Estes devem ser retirados do sistema quando seu volume torna-se muito grande.
Normalmente indica-se uma limpeza do sistema, extraindo-se os materiais sólidos decantados e parte desse lodo, pelo menos uma vez ao ano. Isto é feito utilizando-se o serviço de um “caminhão limpa-fossa”, que suga o material do fundo do tanque séptico. Recomenda-se sempre deixar cerca de 15% a 20% do volume para que a colônia de bactérias se regenere mais rapidamente.
Para a operação de limpeza, deve-se introduzir a mangueira do “caminhão limpa-fossa” através do tubo vertical tampado por um “cap”, posicionado acima do tubo de entrada da fossa.
Possíveis materiais gordurosos e sabões tendem a formar uma escuma, que permanece sobrenadante no interior da fossa. Este tipo de material se decompõe mais lentamente. Sua remoção pode ser feita através da tampa de inspeção existente na parte superior da fossa.
Importante: recomenda-se evitar, sempre que possível, que os fluxos de água provenientes de chuveiros, pias, pisos e lavanderias sejam encaminhados para a fossa séptica, pois a presença de sabão é prejudicial às bactérias e, portanto, à eficiência do sistema. Estes fluxos devem ser desviados diretamente ao sumidouro.
• Filtro Anaeróbio O Filtro Anaeróbio é o segundo estágio deste sistema, o qual elevará a eficiência deste até um nível, acima de 80% de redução de carga orgânica, através da retenção das partículas de lodo formadas e arrastadas da fossa séptica, do tempo de retenção hidráulica adicional, principalmente, da colônia de bactérias anaeróbias que se forma e se fixa na superfície do meio filtrante.
O equipamento consiste num recipiente fechado, fabricado em polietileno, provido de conexões de entrada e saída, e de dutos internos que dirigem o líquido, proveniente da fossa séptica, para a sua parte inferior e o distribuem equilibradamente, através de tubos perfurados, para o interior do leito filtrante.
O leito filtrante é normalmente composto de britas, sendo que as normas técnicas indicam brita n° 4. Outros materiais também podem ser usados como meio filtrante, desde que apresentem área superficial equivalente.
O fluxo do líquido pelo meio filtrante é ascendente, representando uma certa “perda de carga”, a qual deve ser compensada através de um desnível deixado entre a saída da fossa e a saída do filtro.
O líquido filtrado é coletado por uma espécie de calha, que o encaminha para a conexão de saída para posterior envio ao sumidouro.
• Sumidouro O Sumidouro desenvolvido pela Arbo Plásticos baseia-se na figura do sumidouro com enchimento, mostrado nas Normas Técnicas.
Um buraco é escavado no solo com as dimensões calculadas, como função da vazão de líquido e da permeabilidade do solo. Uma camada de 50 cm de brita é disposta no fundo deste buraco e, no centro deste, coloca-se um recipiente oco, que receberá o efluente do filtro e o distribuirá radialmente, através de orifícios em seu costado, para o leito de brita que deve preencher o espaço externo do recipiente.
• Cloração A cloração de efluente sanitário é uma maneira simples e de baixo custo para promover a eliminação, quase que total, dos agentes poluidores residuais provenientes do Filtro Anaeróbio.
O cloro é um poderoso agente oxidante que reagirá com os compostos orgânicos presentes no efluente, tendo inclusive excelente ação sobre agentes patogênicos.
O Clorador, ou Caixa de Cloração, é composto por um dispositivo de entrada, provido de itens como tela, rede ou placa perfurada, onde são colocadas pastilhas de cloro (hipoclorito de cálcio ou sódio), tipicamente utilizadas em piscinas, e um reservatório.
Ao passar pelas pastilhas, o líquido recebe uma carga de cloro e segue para o reservatório. Este deve reter o líquido por pelo menos 30 minutos para que a reação de oxidação aconteça.
Periodicamente deve-se verificar se as pastilhas ainda estão presentes no dispositivo de entrada, e repor a carga, se necessário.
As conexões de entrada e saída do Clorador, assim como o dispositivo de entrada, são em PVC padrão 100 mm. O reservatório é em polietileno rotomoldado, mesmo material impermeável usado para fabricação das Fossas e Filtros.
• Teste de eficiência clique aqui e veja a declaração (emitida pela Fundação Municipal 25 de Julho, ligada à Secretaria de Meio Ambiente de Joinville - SC).